sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Vomitava os alimentos, como se vomitasse a alma...






Depois de tanto adiar a vida percebi que o tempo nunca esperou por mim, me aconselhavam o sono, dormir, que no amanhã tudo estaria em ordem. Mas a dor não me abandonava nem nos sonhos. E lá estava eu outra vez pela manhã, lamentando por sentir na pele e nos ossos a ilusão que é esperar por alguém que não tem pressa, vontade, nem mesmo tantos motivos pra querer voltar. Essa minha impulsividade de colocar esperança no futuro, talvez fosse apenas agonia pra aliviar minha saudade que aflora pelos olhos. Esse vazio que ecoa meus gritos interiores, e esses arrepios que percorrem meu corpo sem ao menos sentir frio. Minha rotina tem sido como um jogo de azar, onde a sorte é quem dá as cartas e quer me ver derrotado. Estou sozinho aqui, apenas com meus pensamentos estilhaçados no chão. Apenas com minha sombra. que talvez esteja do meu lado por obrigação; Falta-me tanto, falta-me tudo, e… vejo com isso tudo que só me falta você, pra me preencher, completar, transbordar, escorrer sorrisos pelos olhos que hoje são tomados por lágrimas de agridoces nostalgias.

Um comentário:

  1. Adorei teu cantinho, flor. Lindos textos, e bem emocionantes. Espero que vc esteja bem!
    To te seguindo. Beijos!

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